Puerpério

Olá!

Como eu disse há alguns meses no antepenúltimo post, quando levei a minha filha recém-nascida para casa fui tomada por um turbilhão de emoções (boas e ruins).

Passei a gestação inteira pesquisando e sendo aconselhada, porém nenhuma pesquisa e conselho foi o suficiente. Ou devo dizer que nada foi realista o bastante?

Meu corpo se recuperou bem da cesariana. Cuidei dos pontos apenas higienizando e aplicando Andolba Aerosol (usado como antisséptico e anestésico). Os pontos caíram sozinhos alguns dias depois.

A primeira consulta com a ginecologista foi cerca de 15 dias depois do parto. Estava tudo ótimo e a orientação foi massagear a cicatriz com Contractubex por 90 dias, e não ter relação sexual antes de 40 dias contados a partir do parto. A próxima consulta seria 90 dias depois da cesariana.

Durante a gestação conversei com a minha obstetra sobre cinta pós-parto e ela me orientou quanto ao seu uso. A cinta me daria mais segurança logo depois da cirurgia, por causa da sensação de que os órgãos estão soltos dentro da barriga (e estão um pouco mesmo), além de melhorar o aspecto da minha silhueta. Portanto saí da maternidade usando uma. E usei por uns 3 meses ou mais.

Em pouco tempo o meu corpo havia se recuperado completamente.

Amamentar foi a realização de um sonho! Apesar dos machucados e dores nos seios nas primeiras semanas, não deixei de oferecer o peito e logo eles estavam acostumados a alimentar o meu bebê. Não sabia como fazer o meu neném abocanhar direitinho a mama, e por isso a Diana não esvaziava totalmente o peito na hora de mamar, o que em alguns dias causou mastite em um deles. Rapidamente minha ginecologista tratou o problema, com antibiótico, analgésico e compressas quentes. Também consultei o pediatra da minha filha; não deixei de amamentá-la. Com o tempo a Diana aprendeu a fazer a “pega” corretamente.

Tudo estava correndo bem. Minha mente, no entanto, estava saindo do meu controle.

É natural uma mãe de primeira viagem se sentir insegura quanto a maternidade, mas meus medos me tornaram refém da minha própria mente. Achava que tudo o que eu fazia era insuficiente. Minhas preocupações não me deixavam dormir (como se não bastasse o simples fato de ter um recém-nascido), sequer sair de perto da minha filha. A coisa saiu completamente do meu controle quando a escuridão da noite começou a me fazer passar mal. Neste momento crucial, minha psicóloga Célia Terezinha Zago, foi quem me salvou (mais uma vez!) da depressão – no meu caso, não necessariamente uma depressão pós-parto.

Além do mais, durante este período o Edu, a Didi e eu precisamos nos mudar duas vezes. Primeiro para a casa do meu sogro, e depois para o nosso apartamento novo. Obviamente isto me influenciou. Imaginem a bagunça! Minha sorte foi ter o apoio, físico e emocional, principalmente dos meus pais, e do meu sogro e da esposa dele durante todo o tempo.

Passado todo o processo de recuperação e transição do puerpério, pude finalmente encarar a maternidade com mais leveza (ok, nem tanto, confesso!).

Uma opinião sobre “Puerpério

  • 21 de fevereiro de 2017 em 16:33
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    Ai amiga passei por isso também, a pior parte para mim foi a noite! Ser mãe de primeira viagem é complicado, quero só ver se ser mãe de segunda é mais fácil ou se é ilusão!
    Continue escrevendo viu!

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