O parto

Olá!

Dia 15 de janeiro de 2015, o dia mais… Ops, dia 15, não, dia 13!

A Diana nasceu dia 13 de janeiro de 2015, mas a cesariana estava agendada para o dia 15. O parto estava previsto para o dia 24, mas por causa da operação, ele foi agendado para antes.

O que determinou o tipo de parto que eu faria foi a minha escolha antes de mais nada, mas logo eu soube que por causa do tamanho da minha bacia o parto normal não era recomendado.

Na madrugada do dia 13 de janeiro eu me senti mal. Conversei com a minha obstetra, a doutora Aldenise Feitosa da Luz, e ela disse para eu ir para o hospital Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Santos. No hospital já estavam me esperando. Me examinaram e disseram que eu não estava em trabalho de parto, tinha apenas 2cm de dilatação, e por isso deveria voltar para casa. Na saída avisei a doutora e ela me pediu para ir no consultório dela naquela manhã para ser examinada. As 11h daquele dia o Edu me levou para a consulta e foi trabalhar em seguida. Fui examinada e estava tudo sob controle. A médica e eu combinamos de nos encontrarmos no Hospital e Maternidade Municipal Dr. Silvério Fontes por volta das 23h, para mais exames. Enquanto isso eu poderia “monitorar” os batimentos cardíacos do meu bebê com um aparelho ultrassom portátil que pude levar para casa (realizei um sonho!).

Naquele dia a faxineira estava na minha casa. Fiquei no quarto descansando até que voltei a me sentir mal. As contrações não paravam de vir, cada uma era mais forte que a outra, elas não melhoravam por nada. Avisei o Edu e ele voltou do trabalho. Quando liguei para a médica, ela me disse que a minha filha iria nascer naquele dia, que era para eu me preparar (com calma) e ir para a Santa Casa, logo ela estaria lá, o parto aconteceria depois das 19h. Avisamos nossas famílias, entramos em contato com o fotógrafo Eduardo Barbosa, da Malix Producciones, que acompanharia o parto, respiramos fundo e fomos para o hospital. Quando me despedi da faxineira, disse que quando ela voltasse finalmente conheceria a Diana.

Fazia um calor infernal, os corredores do hospital pareciam sauna. O médico plantonista me aguardava, mas não me encaminhou para o pré-operatório, fiquei esperando a minha médica chegar. Quando a doutora Aldenise chegou, minutos depois de mim, me encaminhou imediatamente para a sala do pré-operatório, com ar condicionado, televisão e a companhia dela. Durante toda a gestação e até aquele momento, ela foi o meu porto seguro, jamais me deixou na mão. Foi gratificante ver os médicos “discutindo” quem a acompanharia naquela cirurgia.

Quando entrei no centro cirúrgico estava ansiosa e preocupada com todas as etapas da operação. Enquanto o anestesista fazia os procedimentos para aplicar a raquianestesia, me explicava tudo passo a passo. Toda a equipe presente foi gentil e atenciosa comigo. Os “Edus” entraram após 5min de cirurgia, tempo suficiente para a doutora cortar as camadas de tecido e músculo, e chegar bem próximo do meu bebê. Todos conversávamos amigavelmente. De repente ouvi o som da bolsa se rompendo e o líquido amniótico saindo. Mais alguns instantes e a voz do médico auxiliar dizendo “olha, uma virgem!”, seguida do choro de recém-nascido.

dubarbosa-7296dubarbosa-12-2

dubarbosa-9-4

A Diana nasceu as 20:05h, pesando 3.605Kg e medindo 49cm. A doutora me mostrou ela e as primeiras coisas que eu pensei foram: como a minha filha é grande, cabeluda, bochechuda e parecida com o meu pai!. Antes que a levassem do centro cirúrgico, colocaram ela bem próximo do meu rosto, certamente para eu beijá-la, mas eu não reagia, a enfermeira e o Edu precisaram me dizer o que fazer. As emoções estavam a flor da pele, e eram tantas que eu não sabia como reagir a cada uma delas. Não me lembro do Eduardo fotografando e filmando tudo, não vi todos saírem da sala, não percebi o tempo passar depois que vi a minha filha pela primeira vez.

dubarbosa-35

De repente eu estava apenas com uma enfermeira que me informou que eu ficaria ali mesmo no centro cirúrgico ao invés de ir para a sala de recuperação, pois o ar condicionado de lá estava quebrado. Não achei ruim. Vi limparem e arrumarem tudo. Sentia muito frio e tremia bastante, mas sabia que aquilo era normal e logo passaria. Fiquei sozinha na sala e tentei dormir, mas não consegui por causa dos meus pensamentos. A enfermeira vinha me monitorar a cada sei-lá-quanto-tempo e toda vez me dizia o quanto a minha filha estava bonita. Numa das vezes eu pedi para ela fotografar a Diana e me mostrar a foto dela, mas ela fez muito melhor do que isso. Pouco tempo depois de sair da sala a enfermeira voltou com a Didi no colo e a colocou sobre o meu corpo, ainda tentou me ajudar a amamentar, mas outra pessoa veio e disse que ali estava muito frio para um bebê e mandou levar ela de volta para o berçário. Aquela enfermeira não sabe o quanto sou grata por aquele momento incrível que ela me proporcionou.

Devo ter ficado mais de 4 horas me recuperando, quando finalmente me levaram para o quarto.

To be continued…

dubarbosa-7345

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *