Palestra “Cozinhar vai mudar sua vida!”, com Rita Lobo, no Senac Santos

Olá!

Sábado, dia 1º de abril, o Senac Santos completou 70 anos, e em comemoração promoverá eventos gratuitos durante todo o mês.

Entre as atividades que serão realizadas estão a caminhada fotográfica pela Orla de Santos, que aconteceu no sábado, palestras, exposições, encenação teatral, atendimentos de saúde e bem-estar, e uma experiência gastronômica no Bonde Arte. Acesse a programação completa aqui.

Fui convidada pelo Senac Santos para a palestra da Rita Lobo, escritora e apresentadora. A palestra “Cozinhar vai mudar sua vida!” foi hoje e eu adorei ter participado.

A Rita Lobo é autora dos livros “Cozinha de Estar”, “O Que Tem na Geladeira”, “Pitadas da Rita”, “Cozinha Prática” e “Panelinha – Receitas Que Funcionam”. Ela também apresenta o programa Cozinha Prática, no GNT, e é criadora do site Panelinha.

“Não existe alimento bom e alimento ruim, existe comida de verdade e comida de mentira”, segundo Rita Lobo, e eu concordo plenamente! Durante sua palestra ela ressaltou a importância de voltarmos a cozinhar, embora a maioria das pessoas mal tenha tempo para isso.

Planejamento é fundamental para uma alimentação adequada. Saber o quê e quando comprar é importante para que não haja desperdício de alimentos e de tempo. Comprar e preparar os alimentos no final de semana, por exemplo, vai tornar suas refeições durante a semana mais práticas. Se você é dona de casa ou trabalha home office, pode e deve se adequar às suas necessidades.

Outra atitude simples e eficaz para uma alimentação mais saudável é prestar atenção nos rótulos das embalagens dos alimentos nos supermercados antes de comprá-los, ele contém informação suficiente para te fazer levar ou deixar a mercadoria. A Rita hoje citou uma frase bem conhecida do escritor americano Michael Pollan e chamou bastante a minha atenção e me fez refletir: “não coma nada que sua avó não reconheça como comida”. Acrescento mais uma: “evite produtos alimentícios que contenham ingredientes que um aluno do terceiro ano não consiga pronunciar”. Reflita também.

Comer, hoje em dia, virou uma coisa complicada, não é mesmo? São tantos modismos e embalagens repletas de nomes que antes interessavam apenas a médicos e nutricionistas… Vamos descomplicar e cozinhar para mudar a nossa vida!

Lançamento do livro infantil Osório e Onofre, os iguais e diferentes

Oi!

Sou daquelas que acredita que a gente atrai aquilo que a nossa mente vibra, e hoje eu pude reafirmar essa crença.

Conheci por acaso a escritora Márcia Claro, na livraria Saraiva do Praiamar Shopping. Ela estava lá para uma tarde de autógrafos e para lançar seu livro infantil Osório e Onofre, os iguais e diferentes. O livro trata dos relacionamentos pessoais – com os outros e com nós mesmos.

Como qualquer outra criança, a Diana se empolga ao ver uma loja de brinquedos ou parque de diversões, mas não tanto quando vê uma livraria. É sério! E foi por causa dela que eu entrei na Saraiva hoje e conheci a Márcia Claro.

Enquanto a Didi lia um livro e o Edu a observava, fui cumprimentar e conversar com a Márcia. Ela é uma mulher inteligentíssima e muito simpática! Gentilmente ela aceitou o meu pedido e gravou um vídeo falando sobre o seu lançamento. Assistam!

“A Bela e a Fera” chegou à Cinesystem com uma promoção exclusiva

Olá!

Sabia que eu sou amante do universo encantado da Disney?!

Obviamente não vejo a hora de assistir “A Bela e a Fera”, porém não gosto de cinema lotado, por isso vou segurar a vontade por mais algumas semanas. O filme estreou na quinta-feira passada, dia 16.

Além do filme, muitos objetos temáticos também tornaram-se desejo de muitas pessoas. Por isso vou compartilhar com vocês o que a chegada da produção mais esperada da Disney à Cinesystem trouxe.

Para comemorar com os fãs da fábula, a Rede Cinesystem Cinemas preparou uma promoção especial. Na compra do combo “A Bela e a Fera”, que é composto por balde personalizado do filme mais 2 refrigerantes 700ml, os clientes ainda levam para casa um kit com duas unidades de jogo americano temáticos do filme. A promoção é válida por tempo indeterminado, enquanto durarem os estoques, em todos os multiplex da Rede – exceto Cine 10 (RJ) e Recreio Shopping (RJ). O produto também pode ser adquirido separadamente por R$9.00.

Em “A Bela e a Fera”, a moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado pela Fera (Dan Estevens) e decide entregar sua vida ao estranho em troca de sua liberdade. Presa no castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é na verdade um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana. O filme é uma versão da animação “A Bela e a Fera”, de 1991.

Confira o preço do combo “A Bela e a Fera” em cada unidade da Cinesystem:

  • Américas Shopping (RJ), Shopping Bangu (RJ), Ilha Plaza (RJ), Shopping Via Brasil (RJ) e Shopping Sulacap (RJ) disponibilizarão os combos por R$42,00.
  • Já no Itaboraí Plaza Shopping (RJ), Shopping Cidade (PR), Hipermercado Condor Paranaguá (PR), Londrina Norte Shopping (PR) e Shopping Rio Anil (MA) os combos vão sair por R$39,00
  • No Arapiraca Garden Shopping (AL) e no Imperial Shopping (MA) os combos custarão R$37,00.
  • Outras unidades que participam da promoção são: Praça Rio Grande (RS), R$46,00; Rio Tapajós Shopping (PA), R$36,00; Boulevard Vila Velha (ES), R$45,50; Shopping Hortolândia (SP), R$45,00; Bourbon São Leopoldo (RS), R$44,00; Parque Shopping Maceió (AL), R$40,00; Litoral Plaza Shopping (SP), R$47,00 e Paulista North Way (PE), R$37,50.
  • Para finalizar, Shopping Total (PR) e Shopping Curitiba (PR) com o valor de R$41,00 e Iguatemi Florianópolis (SC) e Morumbi Town Shopping (SP) por R$52,00.

Puerpério

Olá!

Como eu disse há alguns meses no antepenúltimo post, quando levei a minha filha recém-nascida para casa fui tomada por um turbilhão de emoções (boas e ruins).

Passei a gestação inteira pesquisando e sendo aconselhada, porém nenhuma pesquisa e conselho foi o suficiente. Ou devo dizer que nada foi realista o bastante?

Meu corpo se recuperou bem da cesariana. Cuidei dos pontos apenas higienizando e aplicando Andolba Aerosol (usado como antisséptico e anestésico). Os pontos caíram sozinhos alguns dias depois.

A primeira consulta com a ginecologista foi cerca de 15 dias depois do parto. Estava tudo ótimo e a orientação foi massagear a cicatriz com Contractubex por 90 dias, e não ter relação sexual antes de 40 dias contados a partir do parto. A próxima consulta seria 90 dias depois da cesariana.

Durante a gestação conversei com a minha obstetra sobre cinta pós-parto e ela me orientou quanto ao seu uso. A cinta me daria mais segurança logo depois da cirurgia, por causa da sensação de que os órgãos estão soltos dentro da barriga (e estão um pouco mesmo), além de melhorar o aspecto da minha silhueta. Portanto saí da maternidade usando uma. E usei por uns 3 meses ou mais.

Em pouco tempo o meu corpo havia se recuperado completamente.

Amamentar foi a realização de um sonho! Apesar dos machucados e dores nos seios nas primeiras semanas, não deixei de oferecer o peito e logo eles estavam acostumados a alimentar o meu bebê. Não sabia como fazer o meu neném abocanhar direitinho a mama, e por isso a Diana não esvaziava totalmente o peito na hora de mamar, o que em alguns dias causou mastite em um deles. Rapidamente minha ginecologista tratou o problema, com antibiótico, analgésico e compressas quentes. Também consultei o pediatra da minha filha; não deixei de amamentá-la. Com o tempo a Diana aprendeu a fazer a “pega” corretamente.

Tudo estava correndo bem. Minha mente, no entanto, estava saindo do meu controle.

É natural uma mãe de primeira viagem se sentir insegura quanto a maternidade, mas meus medos me tornaram refém da minha própria mente. Achava que tudo o que eu fazia era insuficiente. Minhas preocupações não me deixavam dormir (como se não bastasse o simples fato de ter um recém-nascido), sequer sair de perto da minha filha. A coisa saiu completamente do meu controle quando a escuridão da noite começou a me fazer passar mal. Neste momento crucial, minha psicóloga Célia Terezinha Zago, foi quem me salvou (mais uma vez!) da depressão – no meu caso, não necessariamente uma depressão pós-parto.

Além do mais, durante este período o Edu, a Didi e eu precisamos nos mudar duas vezes. Primeiro para a casa do meu sogro, e depois para o nosso apartamento novo. Obviamente isto me influenciou. Imaginem a bagunça! Minha sorte foi ter o apoio, físico e emocional, principalmente dos meus pais, e do meu sogro e da esposa dele durante todo o tempo.

Passado todo o processo de recuperação e transição do puerpério, pude finalmente encarar a maternidade com mais leveza (ok, nem tanto, confesso!).

Lanche escolar saudável

Hábitos saudáveis devem ser desenvolvidos desde a infância, começando pelo que seu filho leva na lancheira. O lanche escolar saudável é uma grande dificuldade na alimentação infantil, pois é difícil para a mãe unir praticidade com qualidade, e o filho aceitar o que a mãe escolheu.

O lanche escolar é uma refeição intermediária, cuja função é fornecer energia à criança entre duas refeições principais. O ideal é que ele contenha uma porção de carboidratos, para fornecer energia; uma porção de lácteos, que contém proteínas; uma porção de frutas, responsáveis pelas vitaminas, fibras e minerais; e uma bebida, para hidratação. Porém, é importante que a ingestão da fruta seja facilitada, para evitar que a criança rejeite o alimento pela dificuldade para consumi-lo. Ex: abacaxi e mamão em pedaços, laranja e mexerica descascadas. O carboidrato pode ser pão, barra de cereais (dê preferência às opções sem adição de açúcar e aditivos químicos), biscoitos integrais ou wrap integral. A bebida pode ser suco de fruta natural, iogurte ou água de côco, o achocolatado deve ser evitado. Caso a mãe não possa preparar suco natural ou a escola não o forneça, pode ser levado suco de caixinha (também dando preferência aos sem adição de açúcar e aditivos químicos). E não esqueça de colocar uma garrafinha de água na mochila, para a criança não esquecer de tomar. Evitar a oferta de pães brancos, refrigerantes, confeitos, salgadinhos, que desequilibram a balança. Apesar de fornecerem energia, estes alimentos contêm o que chamamos de calorias vazias, ou seja, não possuem vitaminas e minerais, somente gordura saturada e carboidratos simples.

Seu filho quer levar algo não muito nutritivo? De vez em quando, isso não é um problema. Negocie com ele um dia da semana para este lanche, preferencialmente no meio da semana para ficar distante do final de semana que já entram alguns abusos na alimentação. Outra dica é incluir as crianças no processo de compra e preparo do lanche. Vale levá-las ao mercado ou à feira, explicar a eles que irão fazer bem a elas.

Seguem algumas recomendações:

  • Evite a monotonia de opções. Procure variar o máximo possível as opções de lanches e as cores para que a criança se sinta atraída pelo alimento;
  • Cuidado com lanches que vão queijos, requeijão ou mesmo evitar levar iogurtes ou produtos que necessitam de refrigeração. São alimentos fáceis de estragar e dificilmente as escolas tem um refrigerador para armazenar o lanche;
  • Sempre pergunte do lanchinho dos colegas. Assim ficará mais fácil identificar quando o seu filho comeu algo do amigo. As trocas de lanches escolares são comuns, mas para crianças com obesidade isso pode agravar mais o ganho de peso;
  • As geléias de frutas são boas opções de passar no pão por não precisarem de refrigeração;
  • Quando for biscoitos ou bolachas não colocar na lancheira o pacote inteiro. Sempre separe as porções de 4 a 5 biscoitos para não correr o risco da criança passar da quantidade adequada;
  • Orientar a criança quando ela for consumir salgados da cantina, escolher os assados e evitar as massas folhadas e frituras.

Contudo, além da qualidade nutricional do lanche, é necessário que ele esteja bem conservado. As lancheiras térmicas garantem conservação de duas a quatro horas, mas mesmo assim, é melhor evitar patês ou preparações que necessitem de refrigeração maior. Uma dica para um resfriamento extra é colocar a caixinha de suco ou a garrafinha de água congelada na lancheira.

Nutricionista Ingrid Seiler Prior, especialista em Fisiologia do Exercício e em Obesidade e Emagrecimento, extensão em Nutrição Esportiva e Nutrição Funcional. Atendimento para gestantes, crianças (inclusive introdução alimentar), adolescentes, idosos e vegetarianos/ veganos; emagrecimento, ganho de massa muscular e patologias como hipertensão, diabetes e esteatose hepática. Para mais informações acessem o site.

Semana Mundial do Aleitamento Materno

Olá!

Como vão todos vocês?

Ontem, 01 de agosto, comemoramos o Dia Mundial da Amamentação, começou a Semana Mundial do Aleitamento Materno. Este ano a campanha traz o slogan “Aleitamento Materno: Presente Saudável, Futuro Sustentável”, que reforça a importância da prática como chave para o desenvolvimento sustentável. O maior evento desta semana aqui em Santos, “A Hora do Mamaço”, vai aconter no dia 06, sábado, as 15h, na Praça Luiz La Scala, atrás do Aquário Municipal de Santos. Esta é a quinta edição do evento.

Recentemente gravei um vídeo contando a minha experiência com a amamentação, e aproveitando esta semana em prol do aleitamento materno quero compartilhá-lo com vocês. Esta é a primeira vez que me dirijo a uma câmera, por isso não reparem no meu nervosismo (Rs).

Não fui tão mal, não é? O primeiro vídeo a gente não esquece! Confesso que tive a ajuda fundamental e especial da minha comadre Juliana Góes, especialista neste assunto! Assim foi fácil gravar!

As primeiras 48 horas

Oi!

O parto da Diana correu bem. Depois de me recuperar da cesariana por cerca de 4 horas, me levaram para o quarto. Pouquíssimo tempo depois de mim, a Diana chegou no quarto acompanhada do pai e das enfermeiras. Aquela enfermeira que a levou até mim quando eu estava me recuperando para que eu a visse, foi a mesma que a colocou ao meu lado na cama e me ensinou a amamentá-la. Meus pais e a mãe do Edu ainda estavam no hospital e vieram nos ver, e foram embora em seguida. O Edu ficou, pois passaria aquela noite comigo. Depois de alguns minutos ao meu lado, a Diana foi colocada no berço por uma enfermeira.

Não estava mais sob os efeitos da anestesia, mas ainda não podia me levantar, estava nua, com uma sonda para urinar e acesso intravenoso. O Edu e eu estávamos conversando quando tivemos a ideia de olhar a fralda da Diana, e o famoso mecônio estava lá, por toda parte. Determinado, o Edu se preparou para trocar a primeira fralda da nossa filha. Apreensiva por não conseguir ver nada, tentava instruí-lo e ria, ria muito das caras que ele fazia. Mais de cinco minutos se passaram e ele continuava determinado, mas visivelmente cansado, até que finalmente disse que tinha acabado e ela estava limpinha (exceto pela meia que sujou). Quando vieram retirar a minha sonda e me ajudar a tomar banho, disseram que podiam ter trocado aquela fralda, mas parabenizaram o Edu por ter feito. Depois do banho me alimentei e peguei a minha filha nos braços.

A minha obstetra foi embora logo após o parto, pois faria plantão em outro hospital, mas me ligava de tempos em tempos. Nenhum médico foi me visitar, por telefone a minha médica instruía a equipe de enfermeiros. Na noite seguinte ela foi nos ver e voltou depois para dar a alta.

Passei apenas dois dias hospitalizada. Minha mãe passou a segunda noite comigo. Confesso que tive medo de receber muitas visitas, mas recebemos poucos visitantes: os padrinhos da nossa filha e seus familiares, nossos pais e duas amigas.

A Diana passou em todos os testes realizados pelos médicos, tomou a BCG (vacina contra a tuberculose) e fez o teste do pezinho. Por pouco não furou as orelhas também! Check-up completo!

Aqueles dias no hospital foram mais tranquilos do que eu imaginei que seriam. Tinha toda a assistência médica, hora para comer e gente disposta a me ajudar e fazer companhia. Mal sabia que quando fosse para casa as coisas seriam muuuito diferentes. Aliás, embora tivesse tudo o que seria necessário para os dias no hospital na minha mala e na mala da Diana, esqueci um item, o mais importante de todos, meu passaporte para a maternidade. Embarquei com pouco preparo. Depois da alta, enquanto caminhávamos pelos corredores do hospital com aquele bebezinho aconchegado no meu colo, muitas dúvidas e medos começaram a surgir. Na verdade, uma insegurança além do normal…

O parto

Olá!

Dia 15 de janeiro de 2015, o dia mais… Ops, dia 15, não, dia 13!

A Diana nasceu dia 13 de janeiro de 2015, mas a cesariana estava agendada para o dia 15. O parto estava previsto para o dia 24, mas por causa da operação, ele foi agendado para antes.

O que determinou o tipo de parto que eu faria foi a minha escolha antes de mais nada, mas logo eu soube que por causa do tamanho da minha bacia o parto normal não era recomendado.

Na madrugada do dia 13 de janeiro eu me senti mal. Conversei com a minha obstetra, a doutora Aldenise Feitosa da Luz, e ela disse para eu ir para o hospital Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Santos. No hospital já estavam me esperando. Me examinaram e disseram que eu não estava em trabalho de parto, tinha apenas 2cm de dilatação, e por isso deveria voltar para casa. Na saída avisei a doutora e ela me pediu para ir no consultório dela naquela manhã para ser examinada. As 11h daquele dia o Edu me levou para a consulta e foi trabalhar em seguida. Fui examinada e estava tudo sob controle. A médica e eu combinamos de nos encontrarmos no Hospital e Maternidade Municipal Dr. Silvério Fontes por volta das 23h, para mais exames. Enquanto isso eu poderia “monitorar” os batimentos cardíacos do meu bebê com um aparelho ultrassom portátil que pude levar para casa (realizei um sonho!).

Naquele dia a faxineira estava na minha casa. Fiquei no quarto descansando até que voltei a me sentir mal. As contrações não paravam de vir, cada uma era mais forte que a outra, elas não melhoravam por nada. Avisei o Edu e ele voltou do trabalho. Quando liguei para a médica, ela me disse que a minha filha iria nascer naquele dia, que era para eu me preparar (com calma) e ir para a Santa Casa, logo ela estaria lá, o parto aconteceria depois das 19h. Avisamos nossas famílias, entramos em contato com o fotógrafo Eduardo Barbosa, da Malix Producciones, que acompanharia o parto, respiramos fundo e fomos para o hospital. Quando me despedi da faxineira, disse que quando ela voltasse finalmente conheceria a Diana.

Fazia um calor infernal, os corredores do hospital pareciam sauna. O médico plantonista me aguardava, mas não me encaminhou para o pré-operatório, fiquei esperando a minha médica chegar. Quando a doutora Aldenise chegou, minutos depois de mim, me encaminhou imediatamente para a sala do pré-operatório, com ar condicionado, televisão e a companhia dela. Durante toda a gestação e até aquele momento, ela foi o meu porto seguro, jamais me deixou na mão. Foi gratificante ver os médicos “discutindo” quem a acompanharia naquela cirurgia.

Quando entrei no centro cirúrgico estava ansiosa e preocupada com todas as etapas da operação. Enquanto o anestesista fazia os procedimentos para aplicar a raquianestesia, me explicava tudo passo a passo. Toda a equipe presente foi gentil e atenciosa comigo. Os “Edus” entraram após 5min de cirurgia, tempo suficiente para a doutora cortar as camadas de tecido e músculo, e chegar bem próximo do meu bebê. Todos conversávamos amigavelmente. De repente ouvi o som da bolsa se rompendo e o líquido amniótico saindo. Mais alguns instantes e a voz do médico auxiliar dizendo “olha, uma virgem!”, seguida do choro de recém-nascido.

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A Diana nasceu as 20:05h, pesando 3.605Kg e medindo 49cm. A doutora me mostrou ela e as primeiras coisas que eu pensei foram: como a minha filha é grande, cabeluda, bochechuda e parecida com o meu pai!. Antes que a levassem do centro cirúrgico, colocaram ela bem próximo do meu rosto, certamente para eu beijá-la, mas eu não reagia, a enfermeira e o Edu precisaram me dizer o que fazer. As emoções estavam a flor da pele, e eram tantas que eu não sabia como reagir a cada uma delas. Não me lembro do Eduardo fotografando e filmando tudo, não vi todos saírem da sala, não percebi o tempo passar depois que vi a minha filha pela primeira vez.

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De repente eu estava apenas com uma enfermeira que me informou que eu ficaria ali mesmo no centro cirúrgico ao invés de ir para a sala de recuperação, pois o ar condicionado de lá estava quebrado. Não achei ruim. Vi limparem e arrumarem tudo. Sentia muito frio e tremia bastante, mas sabia que aquilo era normal e logo passaria. Fiquei sozinha na sala e tentei dormir, mas não consegui por causa dos meus pensamentos. A enfermeira vinha me monitorar a cada sei-lá-quanto-tempo e toda vez me dizia o quanto a minha filha estava bonita. Numa das vezes eu pedi para ela fotografar a Diana e me mostrar a foto dela, mas ela fez muito melhor do que isso. Pouco tempo depois de sair da sala a enfermeira voltou com a Didi no colo e a colocou sobre o meu corpo, ainda tentou me ajudar a amamentar, mas outra pessoa veio e disse que ali estava muito frio para um bebê e mandou levar ela de volta para o berçário. Aquela enfermeira não sabe o quanto sou grata por aquele momento incrível que ela me proporcionou.

Devo ter ficado mais de 4 horas me recuperando, quando finalmente me levaram para o quarto.

To be continued…

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A escolha dos padrinhos

Oi!

Ah, foi “tão, tãaao difícil” escolher as pessoas que seriam os padrinhos da Diana…

Qual o fator determinante para a escolha de um padrinho e de uma madrinha? Os padrinhos têm papel importante na vida dos seus afilhados, e por isso não podem ser escolhidos aleatoriamente. Eles serão modelo e inspiração para os nossos filhos. Os pais têm que confiar e se identificar com eles, e isso independe de ser ou não da família.

O batismo é muito mais do que uma cerimônia religiosa. Acho importantíssimo o vínculo entre padrinho e afilhado. É essencial e, mais do que fazer e falar, é preciso mostrar seus valores para a criança.

Já ouvi pessoas dizerem que fulano e ciclano ficaram ansiosos, fazendo de tudo para chamar a atenção dos futuros papais para que fossem nomeados padrinhos. Sinceramente eu não sei se alguém ficou ansioso com a possibilidade de ser escolhido para ser o padrinho e a madrinha da Diana.

O Edu e eu não tivemos trabalho para escolher quem seriam os padrinhos. Meu primo João Paulo e nossa amiga Juliana foram os escolhidos.

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O João Paulo é filho do irmão do meu pai… Primo, irmão, amigo, filho… O amo desde que nasceu, há 18 anos. A obstetra que o trouxe ao mundo, trouxe também a minha filha. Afinidade nos define.

A Juliana é uma pessoa maravilhosa que admiramos há muito tempo. Quando a conheci foi amor à primeira vista! Atenciosa, inteligente, humilde, comprometida… Acompanhou e participou da gestação da Diana como se fosse da filha dela. Jamais esquecerei daquele sim (não, não estou falando do que ela disse ao Crica, marido dela)!

A jornada de uma mãe é longa, os pais têm muitas responsabilidades, e saber que além dos avós, também podemos contar com os padrinhos, é extremamente gratificante. Obrigada, amamos todos vocês!

Atividade física durante a gestação

Oi!

Logo que engravidei, me consultei com a minha ginecologista e obstetra. Contei à doutora que eu treinava regularmente, e a orientação dela foi suspender os treinos. Não treinei no primeiro trimestre da gestação, e quando voltei a treinar, fui assistida pelo Edu, no studio personal do Thiago Arias.
Gravidez não é doença, e desde que bem orientada de forma multidisciplinar (obstetra, educador físico e nutricionista), qualquer gestante que não tenha um quadro clínico comprometido, pode (e deve!) se exercitar.
Não sou uma atleta de rendimento, por isso treinei moderadamente, e todos os exercícios eram de baixa intensidade. Além de manter os músculos fortes, resistentes e flexíveis, os exercícios são bons também para relaxar e diminuir os desconfortos da gestação, além de facilitar a volta do corpo ao normal depois do nascimento do filhote.
Por causa das mudanças causadas pela gravidez, o centro de gravidade do meu corpo se alterou e eu cansava bem mais rápido. Por isso tomava muito cuidado, e acima de tudo, prestava atenção aos limites do meu corpo, ele avisaria se eu fosse longe demais e corresse riscos. Durante os treinos eu usava roupas adequadas e bebia bastante água antes, durante e depois dos exercícios para não desidratar.


A suplementação alimentar foi outra questão que me fez pensar bem. Antes mesmo de eu engravidar já havia conversado sobre isso com a Mariana Tornincasa, minha nutricionista, e sabia que não precisaria suspender o uso dos suplementos quando engravidasse. Quando engravidei, ela apenas fez algumas modificações na prescrição deles. No entanto, em um determinado momento da gestação, a obstetra disse que era melhor eu não tomar mais, e a Mariana me orientou a parar, porque se acontecesse alguma coisa quem iria me socorrer era a médica, por isso seguiríamos as normas dela. Lembrando que cada caso é um caso, eu tomei suplementos durante um período da gravidez, mas isso não quer dizer que todo mundo pode tomar, a gestante tem que ir no nutricionista dela e conversar a respeito.