As primeiras 48 horas

Oi!

O parto da Diana correu bem. Depois de me recuperar da cesariana por cerca de 4 horas, me levaram para o quarto. Pouquíssimo tempo depois de mim, a Diana chegou no quarto acompanhada do pai e das enfermeiras. Aquela enfermeira que a levou até mim quando eu estava me recuperando para que eu a visse, foi a mesma que a colocou ao meu lado na cama e me ensinou a amamentá-la. Meus pais e a mãe do Edu ainda estavam no hospital e vieram nos ver, e foram embora em seguida. O Edu ficou, pois passaria aquela noite comigo. Depois de alguns minutos ao meu lado, a Diana foi colocada no berço por uma enfermeira.

Não estava mais sob os efeitos da anestesia, mas ainda não podia me levantar, estava nua, com uma sonda para urinar e acesso intravenoso. O Edu e eu estávamos conversando quando tivemos a ideia de olhar a fralda da Diana, e o famoso mecônio estava lá, por toda parte. Determinado, o Edu se preparou para trocar a primeira fralda da nossa filha. Apreensiva por não conseguir ver nada, tentava instruí-lo e ria, ria muito das caras que ele fazia. Mais de cinco minutos se passaram e ele continuava determinado, mas visivelmente cansado, até que finalmente disse que tinha acabado e ela estava limpinha (exceto pela meia que sujou). Quando vieram retirar a minha sonda e me ajudar a tomar banho, disseram que podiam ter trocado aquela fralda, mas parabenizaram o Edu por ter feito. Depois do banho me alimentei e peguei a minha filha nos braços.

A minha obstetra foi embora logo após o parto, pois faria plantão em outro hospital, mas me ligava de tempos em tempos. Nenhum médico foi me visitar, por telefone a minha médica instruía a equipe de enfermeiros. Na noite seguinte ela foi nos ver e voltou depois para dar a alta.

Passei apenas dois dias hospitalizada. Minha mãe passou a segunda noite comigo. Confesso que tive medo de receber muitas visitas, mas recebemos poucos visitantes: os padrinhos da nossa filha e seus familiares, nossos pais e duas amigas.

A Diana passou em todos os testes realizados pelos médicos, tomou a BCG (vacina contra a tuberculose) e fez o teste do pezinho. Por pouco não furou as orelhas também! Check-up completo!

Aqueles dias no hospital foram mais tranquilos do que eu imaginei que seriam. Tinha toda a assistência médica, hora para comer e gente disposta a me ajudar e fazer companhia. Mal sabia que quando fosse para casa as coisas seriam muuuito diferentes. Aliás, embora tivesse tudo o que seria necessário para os dias no hospital na minha mala e na mala da Diana, esqueci um item, o mais importante de todos, meu passaporte para a maternidade. Embarquei com pouco preparo. Depois da alta, enquanto caminhávamos pelos corredores do hospital com aquele bebezinho aconchegado no meu colo, muitas dúvidas e medos começaram a surgir. Na verdade, uma insegurança além do normal…

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