De volta à ativa

Olá!

Hoje decidi sair da ordem cronológica dos acontecimentos para contar como foi o meu retorno aos treinos.

Finalmente voltei a treinar depois de mais de 1 ano sem me exercitar (ops, cuidar da Didi é um exercício e tanto!). Passei todo esse tempo sem praticar atividade física porque me dediquei única e exclusivamente à maternidade. Foi minha opção. Porém, a necessidade de melhorar o meu condicionamento físico e o fato de que o Edu estava abrindo seu próprio studio, trouxeram-me a vontade de voltar à boa forma.

Segunda-feira, dia 15, o Edu inaugurou o studio de treinamento físico dele, no The Blue Officemall, aqui em Santos. No sábado, 13, tínhamos feito uma “pré-estreia” e testado todos os aparelhos e equipamentos. Foi quando eu treinei, enfim. A partir de então, ficou certo que eu treinaria três vezes por semana, pelo menos.

Ninguém me disse que esse retorno seria fácil, mas eu não imaginei que fosse ter tantas dificuldades. Cansaço, dores e falta de aptidão deixaram claro que meus limites estão baixos. Nessa fase preciso me readaptar, pois o meu corpo durante a gestação passou por muitas transformações, diminuindo os ganhos conquistados anteriormente, além do período inativa. Vale ressaltar que, mesmo durante a gravidez, pratiquei atividade física regularmente com acompanhamento.

Além disso, está claro que será necessária uma reeducação alimentar. Acredito que esse será o meu maior desafio, pois não tenho mais o tempo de antes para me dedicar ao preparo das refeições, sem contar o mal hábito alimentar adquirido nos últimos tempos. Durante a gestação eu me alimentei perfeitamente bem, mas depois do nascimento da Diana as coisas mudaram (e muito!). Sem um acompanhamento nutricional eu não atingirei meus objetivos nem me manterei saudável. Por isso continuo contando com a minha nutricionista Mariana Tornincasa Cabral, da Nutrindo o Corpo, com quem me consulto desde um problema psicológico relacionado a percepção do meu corpo. Aprendi muita coisa com ela e serei eternamente grata por ter ajudado a me livrar daquela imagem distorcida que tinha de mim.

Sedentarismo e má alimentação never more!

Gestação

A gestação da Diana foi a mais tranquila possível. Não tive problemas, sequer vomitei. Fiz todos os exames necessários, me alimentei adequadamente e pratiquei atividade física. Aproveitei os três trimestres intensamente.

Como eu fiquei atenta ao meu ciclo menstrual desde que decidi engravidar e tomei todas as providências para que tudo corresse bem, sabia mais ou menos quando a fecundação havia acontecido: em abril de 2014, provavelmente no mar do Caribe ou em Orlando. A Diana foi feita nos EUA com ingredientes brasileiros!

O primeiro trimestre foi o mais emocionante e preocupante. Fiz o primeiro ultrassom com 8 semanas, no dia dos namorados e estreia da seleção brasileira de futebol na copa do mundo. O Edu foi comigo e ouvimos pela primeira vez o som acelerado daquele coraçãozinho batendo em alto e bom som, 145bpm! Nessa fase, infelizmente muita coisa pode dar errada, por isso a preocupação e ansiedade tomaram conta de mim. No fim desse trimestre respirei aliviada!

No início do segundo trimestre, na 13ª semana de gestação, soubemos que havia 70% de chances de ser uma menina, e com 17 semanas tivemos a certeza de que a nossa princesa estava a caminho. Imaginem o quanto fiquei feliz por ter escolhido a roupinha certa durante as compras naquela viagem aos EUA. Lembram?! Fiz mais três ultrassons até o fim desse trimestre, mais o ecocardiograma fetal; todos os exames dentro da normalidade. Nessa época eu já pensava no enxoval do bebê, mas ainda não tinha saído especificamente para fazer isso, embora aquele fosse o momento ideal.

O terceiro e último trimestre foi sem dúvidas o mais cansativo, minha barriga crescia desenfreadamente e a Diana parecia se divertir apertando e afrouxando a minha bexiga. Acordava cerca de 5 vezes durante a madrugada para fazer xixi, sem contar a quantidade de vezes que eu ia ao banheiro durante o dia. É normal as pessoas nos aconselharem a dormir bastante nesse período, eu tentei o máximo possível, mas mesmo assim o cansaço começou a tomar conta de mim. Noites mal dormidas, desconfortos e a ansiedade do parto que se aproximava, eram a premissa do que eu enfrentaria quando a Didi nascesse. Fiz mais quatro ultrassons até o fim desse trimestre, contando com o 3D na 28ª semana.

Quando eu engravidei estava pesando 43.5Kg, e cheguei aos 56Kg, engordei 12.5Kg!

O parto da Diana estava previsto para o dia 24 de janeiro de 2015, porém eu faria uma cesariana, por isso, estava agendado para o dia 15, no entanto, dia 13 de janeiro a minha filhota decidiu que estava na hora de nascer!

Contando a novidade para a família

Olá!

Uma das coisas emocionantes, depois que descobrimos uma gravidez, é contar a novidade para a família. A reação deles é inesquecível (e muitas vezes divertida!).

Como eu já disse, tive um intervalo grande de tempo entre a descoberta e a hora de contar para o Edu. Pensei mil maneiras de contar, e acabei ilustrando em um desenho. Um nada a ver, e outro “eu + você = nós três”.

O Edu e eu combinamos que iríamos contar para os nossos pais e para os irmãos dele no mesmo dia, e guardamos segredo por algum tempo. Descobri que estava grávida na quinta-feira e tive que enfrentar os olhares dos meus pais na sexta enquanto almoçávamos juntos sem contar absolutamente nada. Para eles contamos por telefone, no sábado, e só ouvíamos eles repetindo: “É mesmo? Mas é mesmo?! Ontem você disfarçou bem!”. Sou filha única, imaginem a emoção deles! A mãe do Edu mal acreditou quando contamos pessoalmente que ela seria avó pela primeira vez. Para o pai e a madrasta dele a gente também contou pessoalmente, mas de um jeito surpreendente. Colocamos uma chupeta dentro de um pacote de presente e entregamos com a desculpa de que havíamos esquecido de dar outro presente que trouxemos de viagem para eles. Ambos diziam que não precisava e tal, quando finalmente abriram o pacote e paralisaram, até que a alegria tomou conta de todos (uma garrafa de vinho foi aberta em comemoração!). Meus cunhados estavam viajando. A irmã do Edu estava em Fortaleza, falamos ao telefone e foi emocionante. O irmão dele estava voltando de viagem, e parecia que já sabia!

Há muitas maneiras inusitadas de contar para os familiares e amigos a grande novidade. Gostaria de ter usado mais a criatividade, mas tudo bem.

Abaixo, algumas sugestões criativas de como contar a grande novidade para a galera. Me contem como vocês fizeram!

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A descoberta

Oi!

De volta ao Brasil, à vida real, depois de duas semanas inesquecíveis nos EUA, era hora de correr atrás da papelada para dar entrada no processo de solicitação da minha medicação ao SUS. Seria necessário refazer alguns exames, um deles para avaliar o hormônio HCG no meu sangue (BHCG).

Cheguei de viagem na quinta-feira, e no sábado realizei os exames. No domingo tive uma dor de dente quase insuportável, o que me obrigou a ir ao dentista no dia seguinte. Era um dos dentes do siso me matando. O dentista e eu decidimos extrair todos, mas antes eu precisava fazer uma radiografia. Na terça-feira, dia do exame, eu estava atenta ao fato de que a minha menstruação estava atrasada desde o sábado. Avisei a técnica, aumentando os dias de atraso, e ela sugeriu que eu usasse um colete de chumbo por precaução. Certamente o meu instinto materno àquela altura estava aflorado.

Pela primeira vez em meses, o fato da minha menstruação estar atrasada não me deixou ansiosa, afinal eu sabia que provavelmente demoraria para eu engravidar.

Toda quinta-feira à noite eu tomava o Dostinex, meu remédio. Naquela quinta eu acordei e fui trabalhar decidida a fazer um teste de gravidez antes de me medicar, por via das dúvidas. O dia passou e antes de voltar para casa passei na farmácia e comprei o teste (outrora eu já havia esgotado o estoque que havia feito). Em casa, por volta das 18:30h, não pensei duas vezes e “mijei no palito”! Pouco tempo depois duas listras estavam visíveis! Surpresa, eu saia do banheiro e voltava achando que a bendita listra sumiria, mas ela continuava lá. Emocionada, liguei para o endocrinologista, mas ele não pode me atender. As 20h o médico me ligou e, tão feliz e satisfeito quanto eu, disse para eu suspender a medicação. O Edu chegaria em casa depois das 22h, e até lá eu precisava me conter para não gritar para o mundo que o meu maior presente estava a caminho.

A segunda pessoa que soube da minha gravidez foi a minha psicóloga; precisei conversar com ela, pois havia um turbilhão de sentimentos (bons) tomando conta de mim e parecia que eu estava prestes a explodir. Os minutos não passavam, a hora “H” não chegava. Enfim o Edu chegou. Esperei um pouco e contei a novidade para ele. Jamais esquecerei a palavra que saiu da boca dele: F***! Imediatamente ele pensou no quanto teria que trabalhar dobrado, em se mudar do apartamento de apenas um quarto… Mas tão depressa quanto ele falou e pensou aquelas coisas, um sorriso de orelha a orelha preencheu o seu rosto. Nos abraçamos, choramos e rimos juntos.

“Sóbrios”, decidimos refazer o teste, e voltamos à farmácia. Novamente as duas listras apareceram! Mais algum tempo passou antes que nos lembrássemos do exame de sangue que eu havia feito no sábado. Acessamos o resultado pela internet, e lá estava, gravidíssima!

O processo de solicitação da minha medicação ao SUS e a extração dos dentes foram cancelados.

Pensando bem, durante a nossa viagem aos EUA, ambos ficamos emotivos demais, e eu lembrei de dois sintomas anormais que tive, vontade de fazer xixi constantemente e tontura, mas não sei se estavam relacionados à gravidez. Pelo menos, quem vomitou foi ele, não eu!

Depois da tempestade vem a bonança

Olá!

Não deve ser unanimidade, mas as futuras mamães costumam ficar muito ansiosas. Comigo foi assim. Sosseguei apenas depois que iniciei o tratamento para normalizar a minha fertilidade.

O Edu e eu tínhamos uma viagem aos Estados Unidos agendada para abril de 2014. Íamos fazer o enxoval do nosso neném lá, mas como eu não tinha engravidado ainda, esquecemos essa ideia. A essa altura estávamos conformados com a minha situação e decidimos aproveitar a viagem e deixar de lado os problemas.

A viagem foi maravilhosa. Passamos alguns dias em Miami, depois fizemos um cruzeiro pelo Caribe, e visitamos a Disney.

Como bons turistas, fizemos compras, e em um dia desses passamos na Carter’s (loja de roupas de bebê e criança) porque eu queria comprar uma roupinha para o filho recém-nascido de uma prima. Quase enlouqueci diante de tanta roupinha linda! Enquanto escolhia um conjuntinho para dar de presente, me apaixonei por um para meninas. Não me contive e comprei também o conjuntinho feminino pensando no dia em que tivesse o meu bebê. Sempre desejei uma menina, por isso não pensei duas vezes para pegar a roupa. Confesso que passei o resto da viagem escutando o Edu reclamar que eu não deveria ter gasto dinheiro com aquela roupinha, mas bem que ele a embalou nos braços imaginando sua filhota!

Na Disney, durante um show, chorei como se nunca tivesse visto os personagens, e o Edu fotografou a reação das criancinhas porque se sentiu sensibilizado com elas. Curioso…

No último dia da viagem, achei que não conseguiríamos voltar para casa na data marcada (o que não seria tão ruim), pois o maridão havia passado tão mal durante a madrugada, vomitando, que mal tinha força para ficar de pé. Tanto que eu mesma tive que dirigir de Orlando para Miami, até o aeroporto. Me sentia cansada depois da noite mal dormida, na verdade, um cansaço anormal, mas consegui.

Durante o voo de volta para o Brasil, concluímos que, embora a viagem não tivesse sido perfeita, foi inesquecível e já estávamos pensando na próxima. Não fazíamos ideia do que descobriríamos em breve.

O Tratamento

Olá!

Da descoberta da hiperplasia hipofisária à concepção do meu bebê, um curto período de tempo se passou, porém, preocupante e estressante.

Depois que o problema na minha hipófise foi confirmado pela ressonância magnética e diagnosticado pela minha ginecologista, achei que não teria filhos. Procurei imediatamente um endócrino e consegui uma consulta para o dia seguinte ao diagnóstico. As horas entre uma consulta e outra, foram as que mais me deram medo!

O endocrinologista repetiu alguns exames e solicitou outros para ter certeza de que a hiperplasia hipofisária não era decorrente de hipotireoidismo (e não era). Logo, iniciei o tratamento medicamentoso, que teria duração de 2 meses a 2 anos. O tempo todo o Edu, meu marido, me apoiou.

O remédio (Dostinex) era considerado pelo Ministério da Saúde, de alto custo, por isso poderia obtê-lo pelo SUS, mas a princípio comprei por conta própria. Para solicitar o medicamento eu deveria estar cadastrada no SUS e levar uma lista de documentos à unidade de saúde onde iria fazer o pedido. Iniciei o processo, mas não precisei finalizá-lo.

Não recordo a data exata que comecei a tomar o medicamento, mas foi em fevereiro de 2014, uma vez por semana. Não tive nenhuma reação a ele.

Embora estivesse tomando o Dostinex, meus médicos garantiram que eu não precisava me preocupar com métodos contraceptivos, pois se eu engravidasse durante o tratamento não haveria problema, precisaria apenas suspender o uso do medicamento imediatamente.

Mesmo tratando a hiperplasia, minha ginecologista solicitou uma histerossalpingografia para avaliar a minha anatomia uterina. Tentei agendar esse exame algumas vezes e não consegui, porque havia uma data específica para a realização dele e, toda vez que eu tentava, não tinha mais vaga. O exame seria feito na Santa Casa de Santos, mas o hospital realizava apenas um procedimento por dia, o que limitava as pacientes. No fim, eu engravidei e não precisei fazer mais nada.

Minha sorte foi ter ao meu lado médicos competentes e comprometidos com a minha saúde. Diagnóstico e tratamento foram excepcionais graças a eles.